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Já na noite de domingo, recebi ligações de amigos e conhecidos do trabalho. A todos que ligaram para mim eu tentava manter a mentira, saber tão rápido a verdade não ia fazê-los pensar em tudo que propus.
As vozes eram marcadas por espanto e preocupação para aqueles que queriam uma confirmação, acreditavam duvidosos. Para alguns, a morte parece impossível, ou apenas preferem duvidar, pois temem a dor.
Outros, já certos da minha morte, procuravam saber ao certo como foi, e quando seria o enterro, todos com os mesmos sintomas de impotência diante da morte, com as frases clichês, pois não sabemos usar outras, não sabemos o que dizer. Essas vozes eram marcadas por tristeza, em casos, lagrimas... E era infinitamente duro mentir para eles. E toda essa atmosfera, me afetava tanto quanto a eles... Mas ironicamente eles sofriam por não saber a verdade, e eu por sabê-la. Por sorte poucas pessoas ligaram...
No orkut, e no meu blog começavam a chegar mensagens, foram poucas nos três dias em que passei como morto, a maioria, não deixou mensagens, como era de se esperar, mas a contagens de visitantes ao meu blog chegou a 169 durante o projeto, este numero relata apenas o numero de exibição de pagina, e não exatamente a quantidade de pessoas que o visitaram, pois na época meus contatos chegavam a 153, alguns desses nem ficaram sabendo, por outro lado a noticia se espalhou e muitas pessoas que nem estavam na minha lista de contatos diretos, ficaram sabendo e foram ao meu perfil.
Na quarta-feira eu mudei meu perfil, dizendo que eu estava vivo e que tudo tinha sido um projeto, e após isso é que a maioria das mensagens chegou. Comentários indignados de alguns, com raiva e alivio de muitos, e ainda aprovação de outros.
A primeira reação é a duvida, depois a curiosidade, e aqueles que acreditaram carregaram o peso da morte no pensamento por ao menos um dia.
Em seguida ao saber que foi tudo uma farsa, nasce a raiva, natural, porém irracional. (Mas que sentimento é racional?).

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